Foto: Hidalgo Gomes/Divulgação FSBBB
O mercado de gás natural no Brasil está passando por uma transformação importante. Com o avanço do biogás, do biometano e a consolidação do GNV (Gás Natural Veicular) e GNC (Gás Natural Comprimido), cresce também a necessidade de infraestrutura segura, eficiente e preparada para novas demandas energéticas.
Esse foi um dos temas debatidos no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, que reuniu especialistas, empresas e profissionais do setor para discutir o futuro da matriz energética baseada em gases renováveis.
Durante o evento, ficou claro que o avanço do biometano está diretamente ligado ao crescimento da infraestrutura de sistemas de gás natural (GNV/GNC) em todo o país.
Entre as discussões mais relevantes, um ponto ficou evidente: à medida que o mercado cresce, aumentam também os desafios técnicos relacionados à segurança dos sistemas de gás.
Acompanhe essa leitura e descubra alguns dos insights que a Control Tech trouxe diretamente do 8º Fórum de Biogás e Biometano para você.
O crescimento do gás natural (GNV/GNC) e biometano no Brasil
Um dos temas mais discutidos durante o Fórum foi a expansão acelerada da produção de biometano no país e o impacto direto desse crescimento na infraestrutura de gás natural (GNV/GNC).
Os números confirmam essa expansão. Em 2023, a produção de biogás no Brasil superou 4,15 bilhões de metros cúbicos, com mais de 1.300 plantas cadastradas.
Especialistas do setor também apontam que a capacidade de produção de biometano pode triplicar até o fim de 2026, impulsionada principalmente pelo aproveitamento energético de resíduos.
Esse movimento tem forte participação de dois setores importantes:
- 63% da produção nacional vem de resíduos urbanos
- 20% de resíduos industriais
Além de gerar energia renovável, o biometano também contribui para a gestão inteligente de resíduos e redução do impacto ambiental, o que fortalece ainda mais seu papel na matriz energética brasileira.
Paralelamente, o gás natural (GNV/GNC), o biometano e suas aplicações vêm ganhando cada vez mais espaço no país, tanto na mobilidade quanto em aplicações industriais.
Segundo dados do setor energético:
- o GNV representa cerca de 3–4% do consumo de combustíveis veiculares no Brasil
- a infraestrutura de abastecimento continua em expansão
- regiões como Sudeste e Sul concentram a maior parte da demanda
Distribuição aproximada do consumo de GNV no país:
- Sudeste: cerca de 60%
- Sul: cerca de 20%
- Nordeste: cerca de 10%
- Centro-Oeste: cerca de 8%
- Norte: cerca de 2%
Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais lideram o consumo, mas o uso também cresce no Sul, em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.Com o avanço, esse cenário tende a se expandir ainda mais, criando novas oportunidades e responsabilidades técnicas para quem opera sistemas de gás natural (GNV/GNC) e biometano.
A expansão da infraestrutura exige mais segurança
Outro ponto recorrente nas discussões do Fórum foi a necessidade de elevar os padrões de segurança à medida que a infraestrutura de sistemas de gás natural (GNV/GNC) e biometano natural se expande.
A ampliação do uso dessas soluções em diferentes aplicações (desde postos de abastecimento até indústrias) aumenta a complexidade dos sistemas envolvidos.
Afinal, os equipamentos trabalham com:
- altas pressões
- variações de temperatura
- ciclos constantes de operação
- exposição a ambientes agressivos
Por isso, um dos temas recorrentes no setor é a necessidade de padronização e certificação de componentes críticos.
O tema é de extrema relevância porque pequenos elementos do sistema, quando não atendem às especificações corretas, podem comprometer toda a operação.
Mangueiras: um dos pontos críticos em sistemas de gás

Dentro de sistemas de abastecimento de GNV, por exemplo, as mangueiras são responsáveis por conduzir o gás sob alta pressão até o veículo. Foi pensando nisso que, durante o Fórum, especialistas reforçaram que a confiabilidade dos sistemas de gás natural (GNV/GNC) e biometano depende diretamente da qualidade dos componentes utilizados.
Quando componentes não certificados são utilizados, o risco operacional aumenta significativamente causando problemas como:
- vazamentos de gás
- bolhas na cobertura da mangueira
- baixa qualidade dos componentes
- mangueiras não atendem temperatura da operação
- mangueiras não são testadas de acordo com as normas exigentes
- deterioração acelerada dos materiais
- ruptura por pressão
- falhas por fadiga mecânica
Em ambientes onde o gás está sob pressão, qualquer falha pode gerar acúmulo de gás inflamável, criando risco de explosões ou incêndios. Por isso, certificações técnicas são fundamentais para garantir a confiabilidade dos sistemas.
Uma das certificações mais relevantes nesse tipo de aplicação é a da CSA Group, que estabelece critérios rigorosos para componentes utilizados em sistemas de gás. Mangueiras certificadas por essa norma passam por testes rigorosos de resistência, pressão e vedação.
Um exemplo são as mangueiras da linha GNV da Parker Hannifin, projetadas para operar com segurança em sistemas de abastecimento de gás natural (GNV/GNC) e biometano, e distribuídas com exclusividade pela Control Tech no Brasil. Elas são certificada pela Canadian Standards Association, atendendo às normas ANSI NGV 4.2*CSA 12.52 e 3.1*CSA 12.3 (Class A, B, D), ECE R110 CNG (Class 6) e NFPA 52.
Engenharia e qualidade fazem diferença na durabilidade
Outro ponto discutido no setor, e reforçado nas conversas durante o Fórum, é o impacto da qualidade dos materiais na vida útil dos sistemas.
Mangueiras desenvolvidas com engenharia adequada utilizam:
- fibras sintéticas de alta resistência
- compostos especiais para suportar pressão e temperatura
- revestimentos protetivos contra ozônio, óleo e calor
Esse conjunto de características aumenta a durabilidade do sistema e reduz a necessidade de manutenção frequente. Na prática, isso significa:
- menos paradas operacionais
- menor risco de falhas
- maior confiabilidade no abastecimento.
Venda consultiva: mais do que fornecer componentes
Além das discussões técnicas, o 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano também foi uma oportunidade para empresas apresentarem soluções e trocarem experiências com profissionais do setor.
E foi exatamente isso que a Control Tech mostrou em seu estande durante o evento.
Quem passou por lá pôde entender melhor como funciona o processo comercial da empresa, baseado em uma abordagem consultiva que inclui:
- Análise das necessidades
Avaliação técnica das condições de operação e requisitos do sistema.
- Recomendação técnica
Seleção das mangueiras e componentes mais adequados para cada aplicação. - Suporte contínuo
Acompanhamento técnico desde a escolha do produto até sua aplicação e manutenção.
Esse modelo garante que os sistemas operem com segurança e eficiência ao longo de toda a sua vida útil.
A evolução do setor exige soluções cada vez mais seguras
O crescimento do biogás, do biometano e do gás natural (GNV/GNC) representa um avanço importante na diversificação da matriz energética brasileira. Mas esse crescimento também exige maior atenção à qualidade dos componentes, certificações e boas práticas técnicas.
À medida que o setor evolui, garantir segurança operacional se torna uma prioridade, que começa na escolha correta de cada elemento do sistema.
A Control Tech é distribuidora autorizada da Parker Hannifin e oferece mangueiras certificadas para aplicações com gás natural (GNV/GNC) e biometano, além de suporte técnico especializado para dimensionamento e aplicação correta dos componentes.
Se você deseja entender melhor como escolher componentes mais seguros para sistemas de gás natural (GNV/GNC) e biometano, entre em contato com a equipe da Control Tech e receba orientação especializada para o seu projeto.


